sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Poema de desamor






Desmama-te desanca-te desbunda-te

Não se pode morar nos olhos de um gato


Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato


Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato


Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato


Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato


Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato


Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato

Alexandre O'Neill




Pois não.